quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O que nos motiva?


Estamos acostumados a ouvir essa clássica pergunta: o que você quer da vida? E o fato é que está cada vez mais difícil responder isso, porque nossas motivações e objetivos evoluíram junto com a sociedade. Antes o que nos motivava era, principalmente, o dinheiro. Agora isso é pouco!

Queremos autonomia, conhecimento, envolvimento, diversão, desafios, dinamismo etc. Por isso, é tão comum ver a rotatividade de funcionários em empresas. As pessoas parecem estar insatisfeitas, sempre esperando por algo que não sabem o que é, um objetivo novo, uma motivação forte, qualquer coisa que traga satisfação imediata. Mas, afinal, o que nos motiva?
Busca frenética e novas motivações
Nosso cérebro foi desenvolvido para ser mais facilmente estimulado do que satisfeito. A natureza nos presenteou com a insaciável capacidade de descobrir, explorar, querer mais. Nossa motivação está muito mais em buscar do que em realizar. É esse impulso que nos motiva.
Com a internet e as novas tecnologias, agora, tudo tem que ser imediato, rápido, dinâmico, as pessoas ficam entediadas muito facilmente, e, por isso, estão sempre buscando novas motivações. A vida moderna motiva muito mais o querer do que o gostar. As pessoas sabem o que querem, mas não sabem dizer o porquê, ou o que isso mudará em sua vida, nós simplesmente vamos em busca dos desejos e depois nos cansamos das nossas conquistas.
Estudiosos começaram a comprovar que a motivação tem uma relação muito mais próxima com desejos internos do que com fatores extrínsecos, como gratificações em dinheiro. Isso não significa que dinheiro tenha deixado de ser importante. Ele continua sendo a principal recompensa das horas de trabalho e dedicação. A questão é que esse tipo de recompensa, sozinha, pode transformar uma tarefa interessante em um fardo e converter lazer em trabalho.
Independência, conhecimento e engajamentoEsses são considerados por cientistas os três grandes fatores motivacionais. Companhias como Google e Facebook já tiveram suas famas propagadas por permitirem horários flexíveis e possibilidade de integração de grandes projetos, e com isso permitem que os funcionários tenham mais independência.
Segundo especialistas, o controle só inibe boas ideias e a criatividade. Por isso, o ideal é substituí-lo pela autonomia e independência. Assim, mostra-se aos colaboradores que se tem confiança plena neles e, diante dessa responsabilidade, eles se esforçam mais para apresentar bons resultados.
A independência gera outro fator motivacional importante: o engajamento. Quanto mais envolvidas as pessoas estão, mais tendem a se sentir motivadas. A capacidade de enxergar naquilo que fazemos – de um texto para uma revista à coleta seletiva dentro de casa – um sentido maior, faz com que  tenhamos mais vontade de realizar tarefas.
É por isso que há hoje, uma tendência a se falar e agir em prol de conceitos como sustentabilidade e coletivismo. As pessoas se sentem imbuídas a fazer parte de algo que pode ser representativo não apenas para elas, mas para seus filhos, amigos, vizinhos, enfim, para o mundo.
Outro fator de motivação é o conhecimento, um dos principais, pois ele é capaz de nos oferecer realização. O domínio sobre algo nos motiva porque não é inerte, é algo que precisa ser sempre alcançado, com perseverança e determinação. E o desejo de fazer algo porque achamos que é profundamente satisfatório e pessoalmente desafiador inspira os altos níveis de criatividade, seja nas artes, nas ciências ou nos negócios.
Então, nossa motivação depende de nós mesmos, e não de fatores externos. E para alcançá-la, além de atender às nossas necessidades biológicas de sobrevivência, de sermos recompensados por aquilo que fazemos bem feito e realizar com autonomia algo que importa, precisamos ter a sensação de que o que queremos e o que gostamos tem um significado.

Fonte: Revista Galileu.


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